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Arvoredo Brasil - Instituto Agroflorestal

29/04/2013

Agricultores familiares geram renda com plantas medicinais

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Uso de fitoterapia no SUS permite que famílias apostem no cultivo de insumos para farmácias de manipulação e indústrias de medicamentos para aumentar a renda mensal

A produção orgânica de plantas medicinais e aromáticas tem se tornado uma alternativa rentável para a agricultura familiar. O uso da fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) amplia a demanda por tinturas e extratos secos – insumos para farmácias de manipulação e indústrias de medicamentos.

A alternativa é rentável e sustentável. O casal Sidney e Roseli Eurich, por exemplo, passou de uma renda mensal média de R$ 90 para R$ 1,2 mil em cinco anos de dedicação ao plantio de alcachofra, melissa, alecrim, capim limão, orégano e tomilho. “Nos quatro meses de época da melissa, tiramos até R$ 4 mil”, conta Roseli, que também produz feijão, milho, ovos e legumes.

Com certificação orgânica pela Ecocert, a família preserva mata em 70% de seus 21 hectares, em Arvoredo (PR), uma das cidades cobertas pela assistência técnica do Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoot (IAF).

Desde 2005, o IAF ajuda a formar sistemas agroflorestais de 160 famílias agricultoras com certificação de responsabilidade ambiental e social. “As plantas desidratadas são matéria-prima para cosméticos, fármacos e chás”, explica o agrônomo da IAF, Douglas Dias de Almeida.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo também são grandes produtores, mas as iniciativas semelhantes estão sendo fomentadas em todo o País. Há três anos, por exemplo, uma associação de mulheres desenvolve cosméticos à base da palmeira gueroba (Syagrus oleracea), em Buriti de Goiás. Além das 13 mulheres da Associação dos Ipês, 120 famílias da região coletam os frutos da gueroba de seus pastos.

Na mini-agroindústria da Associação, a torta da farinha da amêndoa serve para doces ou ração animal. O óleo das amêndoas vai para a uma fábrica terceirizada que faz sabonete, loção e óleo de massagem corporal. “O cosmético é vendido de porta em porta e em feiras regionais ou nacionais, como a Feira Nacional da Agricultura Familiar”, diz Lourdes Cardozo Laureano, uma das coordenadoras técnicas da Articulação Pacari, rede formada por grupos comunitários que trabalham com plantas medicinais do Cerrado em Minas Gerais, Tocantins, Maranhão e Goiás.

Fonte: Revista Brasilis

 

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